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Silêncio, que se vai cantar o Fado

Súmula por António Cunha

A palavra Fado vem do latim fatum, ou seja, “destino“, é a mesma palavra que deu origem à palavra fada.

Uma explicação popular para a origem do Fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros (Muçulmanos), que permaneceram no bairro da Mouraria, na Cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto, tal explicação parece estar pouco ligada à realidade, sobretudo porque – de uma perspectiva etnomusicológica – não existem registros do Fado até ao início do século XIX, nem no Algarve (último reduto dos árabes em Portugal), nem na Andaluzia, onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV.

Numa outra teoria, a origem do Fado parece despontar da imensa popularidade nos séculos XVIII e XIX da Modinha, e da sua síntese popular com outros gêneros afins, como o Lundu. Podemos então afirmar que o Fado já se encontrava presente nos momentos de convívio popular, da Lisboa oitocentista.

Cantando a narrativa do quotidiano, inicialmente o fado encontra-se associado à marginalidade e à transgressão, em ambientes frequentados por prostitutas, faias (indivíduo considerado de baixa condição, desordeiro ou brigão, que frequentava tabernas, tinha modos e falar especiais, e costumava, nos seus folgares, cantar e tocar o fado), marujos, boleeiros (indivíduo que conduz os cavalos de uma carruagem) e marialvas (sedutor; individuo que, sendo de boa família, só vivia com fadistas e outra gente desprezível). Esta ligação do fado às esferas mais marginais da sociedade lisboeta de então, provoca um desprezo por parte da intelectualidade portuguesa.

É a partir do surgimento do mito do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820-1846), meretriz consagrada pelos seus dotes de cantora, que começa a comunhão deste gênero musical, entre a aristocracia boêmia e as franjas mais desfavorecidas da população lisboeta.

Geralmente cantado por uma só pessoa (fadista) e acompanhado por guitarra clássica (nos meios fadistas denominada viola) e uma guitarra portuguesa, o Fado foi elevado à categoria de Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Cheira a Lisboa
Amália Rodrigues

Lisboa já tem Sol e cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira,
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira.

Se chove cheira a terra prometida
Procissão tem o cheiro a rosmaninho
Nas tascas das vielas mais escondidas
Cheira a iscas com elas e a vinho.

Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa.
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa.

A fragata que se ergue na proa,
A varina que teima em passar,
Cheira bem porque são de Lisboa,
Lisboa tem cheiro de flores e de mar.

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão.

Os lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas.

Um craveiro numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa.
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa.

A fragata que se ergue na proa,
A varina que teima em passar,
Cheira bem porque são de Lisboa,
Lisboa tem cheiro de flores e de mar.

Cheira bem, cheira a Lisboa.

Cheira bem, cheira a Lisboa.

A fragata que se ergue na proa,
A varina que teima em passar,
Cheiram bem porque são de Lisboa,
Lisboa tem cheiro de flores e de mar.

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