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Carlos do Carmo

Por António Cunha

Escrevo estas linhas – ainda emocionado – depois de ter tido conhecimento da morte do grande fadista Carlos do Carmo, pelo que, se estas palavras não lhe fizerem muito sentido, por favor, releve, porque elas foram escritas a quente.

Neste desabafo, começo por confidenciar-te que, no início (para mim), não foi fácil gostar do fado.

Fui apresentado ao “fado castiço” em ambientes que cheiravam a “vinho a martelo” [em Portugal a expressão designa um vinho de fraca qualidade] e a azeitonas “oxidadas de preto”. Os temas, grosso modo, habitavam a saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano e as paixões mal resolvidos, muitas vezes, de forma violenta, com sangue e arrependimento. A estes ingredientes, juntava-se uma plateia barulhenta que se dividia, ou nos impacientes ou nos adoradores do gênero.

Foi assim que Lisboa mostrou o fado a este adolescente.

À época, não conseguia fazer uma ligação entre o que eu presenciava naquelas “tavernas” [botecos] ou nos clubes recreativos de bairro, com o que ouvia da Amália Rodrigues, do Alfredo Marceneiro, da Hermínia Silva, entre outros.
Pareciam-me água e azeite; não se misturavam!

Até que comecei a ouvir Carlos do Carmo.

Com ele, além da melodia da sua voz, os poemas pareciam-me dar significado ao que me rodeava, de tal forma que, ao ouvi-lo, a “minha alma aprendeu a saber escutar o sofrimento”, “o silêncio da noite” e os “mistérios que a envolvem” os “sentimentos profundos da alma”, a “Lisboa menina e moça” e a “Lisboa que amanhece”.

Dizem que, para se ser fadista, tem que ser capaz de fazer chorar as guitarras e, Carlos do Carmo tinha esse dom.

Carlos do Carmo, Filho de um ambiente fadista de Lisboa, teve contato privilegiado com Alfredo Marceneiro e Amália Rodrigues, dois dos expoentes máximos do gênero musical, que estabeleceram os fundamentos do que hoje entendemos por fado.

Ao interpretar fados em que se explica poeticamente a cidade de Lisboa (em letras de José Carlos Ary dos Santos e músicas de José Luís Tinoco, Paulo de Carvalho, António Victorino d”Almeida, Martinho d”Assunção e Fernando Tordo), Carlos do Carmo passou a ser o eixo central da renovação do fado, projetando-o para o futuro.

Tenho a honra e o orgulho de ter conhecido o fadista e a pessoa Carlos do Carmo.

Que saudade!

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