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Alô terra; a Nau pousou em Marte

Por António Pinho da Cunha

Após alguns minutos de intenso suspense, o Rover Perseverance [Perseverança em português] da NASA pousou com segurança em Marte, quando eram 12:55 PM P.S.T. (Pacific Time), 17:55 em Salvador, 20:55 em Lisboa e 22:55 em Maputo do dia 18 de fevereiro de 2021.

 

Esse imenso stress da reentrada e pouso já era esperado. Como a informação leva cerca de 11 minutos a viajar entre o planeta vermelho e a terra, toda a operação teve de ser previamente pensada até à exaustão em todas as suas possíveis variáveis e, depois, programada.

 

Imagine um esforço de anos na análise do que se pode fazer naquele local tão longínquo, antecipar as vantagens de o fazer, escolher o que se consegue transportar até lá com a tecnologia que se dispõe no momento da análise, mais tarde, desenhar e desenvolver todos os aparelhos e programas de computador, testar, construir, corrigir, testar o que foi corrigido e, depois, montar tudo num “imenso canhão”, disparar esse canhão com uma precisão milimétrica, viajar durante cerca de 200 dias a quase 500 milhões de quilômetros de distância e, acertar no alvo?

-sim; tem tudo para correr mal!

Apesar de – quase que ao mesmo tempo – terem chegado àquele planeta outras missões importantes de outros dois países, esta transporta o maior “todo o terreno” e mais avançada tecnologia que alguma vez a humanidade enviou para outro planeta.

Além da aterragem propriamente dita [que, em Marte, já por si é um feito], esta missão tem acoplado duas etapas ainda mais inovadoras e ambiciosas que todas as precedentes:
1- coletar amostras de Marte e enviá-las à Terra;
2- Testar um helicóptero, o Ingenuity [em português, algo parecido com “engenhoso”, ou “qualidade de ser inteligente, original e inventivo”].

Foto NASA

Há uma enorme expectativa também com este projeto do helicóptero. Apesar das dificuldades esperadas porque, além de outros, a atmosfera marciana só tem cerca de 1% da densidade da atmosfera terrestre, mas, em caso de sucesso, o Ingenuity poderá adicionar uma nova dimensão à exploração do Planeta Vermelho, no qual esses helicópteros podem vir a servir de batedores, observadores de locais onde é impossível um rover ou um astronauta chegar ou, inclusive, fazerem entregas para locais afastados da sua base.

Desde que o ser humano construiu, colocou no ar e controlou uma máquina voadora mais pesada que o ar, passaram-se pouco mais de cem anos.

Neste século, muitos conhecimentos evoluíram e tornaram-se de tal maneira complexos, que estes feitos não podem ser atribuídos a um pequeno grupo de pessoas, mas sim, à humanidade.

 

Este não é o único salto tecnológico ao longo de gerações. Já houve outros. Afastadas as devidas analogias, tudo isto impele-me a tentar entender ainda parte de um deles:

 

– O que é que [verdadeiramente] aguçou o rei D. Dinis ([1261 – 1325], o primeiro monarca português verdadeiramente alfabetizado), a proteger os “cavaleiros do Templo”, após a queda de Acre [a norte de Jerusalém], “quase que às escondidas” das maiores potencias militares europeias de então? A ampliar consideravelmente o Pinhal de Leiria especialmente com recurso ao pinheiro-bravo [a madeira e o pez (resina) eram usados na construção de embarcações]? E, a lançar, apoiar e proteger os “Estudos Gerais”, que mais tarde se chamariam de Universidade?

 

– O que levou o rei Afonso IV – [1325-1357], filho do rei D. Dinis – a dar tanta importância económica e administrativa ao desenvolvimento da marinha portuguesa, ao subsidiar a construção de uma armada, bem como, a apoiar financeiramente as primeiras viagens de exploração Atlântica? (Apesar das Ilhas Canárias terem sido descobertas no seu reinado [1336], este rei ficou para a posteridade como o algoz de Inês de Castro, a personagem da história portuguesa que dá sentido à frase “Agora é tarde; Inês é morta”);

 

– o que impeliu D. Fernando I [1367 – 1383 ], neto do anterior, a autorizar o corte de madeiras das matas reais para a construção de navios? A isentar de impostos a importação de ferragens e apetrechos para navios? A formar [em 1380] a Companhia das Naus, da qual era o principal acionista, ao mesmo tempo que cria uma espécie de companhia de seguros, proporcionando aos proprietários de navios uma certa segurança em caso de sinistro e fomentando, assim, o desenvolvimento da marinha portuguesa?

 

– o que motivou o Infante D. Henrique, Duque de Viseu, «o navegador», filho do rei D. João I (este, meio-irmão do anterior D. Fernando I) a investir toda a sua fortuna e toda a sua vida na investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia da expansão marítima?

Note que, os que hoje são considerados como os grandes “artistas pop” da expansão marítima (Cristóvão Colombo, Vasco da Gama e, em muito menor grau, Alvares Cabral) só apareceram em cena, muitos anos depois!

Há com certeza, muitas opiniões e lógicas a serem esgrimidas ou partilhadas, mas poucas certezas. Destas, penso que o leitor deva concordar comigo que, os homens que mencionei acima, representam a ponta de um iceberg sustentado pelas várias gerações de cientistas.

 

É obvio que quando saía uma expedição marítima – que, tal como a de João Vaz Corte-Real, viajou entre as margens do Rio Hudson até à Península do Labrador (no Canadá), anos antes de Cristóvão Colombo ter chegado aquele continente – os navios que por ali deambulavam, não eram conduzidos por robôs, não tinham sensores meteorológicos, não tinham uma comunicação constante com Lisboa, mas efetivamente estavam a desbravar “mares nunca dantes navegados” ou, sequer, imaginados.

Em 1502, um manuscrito em pergaminho contendo um grande planisfério náutico foi levado de Lisboa para Itália por um agente do duque de Ferrara, Hércole de Este. Esse agente era Alberto Cantino, que tinha sido enviado a Lisboa pelo seu patrão, a fim de se inteirar das descobertas portuguesas no Novo Mundo. O planisfério, desenhado em seis folhas de pergaminho, mostra o mundo tal como ficou conhecido depois das viagens de exploração empreendidas pelos portugueses

Planisfério de Cantino, de 1502. Este planisfério náutico foi levado de Lisboa para Itália por um espião do duque de Ferrara, Hércole de Este. Esse agente era Alberto Cantino, que tinha sido enviado a Lisboa pelo seu patrão, a fim de se inteirar das descobertas portuguesas no Novo Mundo. O planisfério, desenhado em seis folhas de pergaminho, mostra o mundo tal como ficou conhecido depois das viagens de exploração empreendidas pelos portugueses

Mas, seguramente, o corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente (conjunto de processos a que se dá o nome de ciência), já estava presente.

A ciência realmente só tem alcançado tornar mais intensa e forte uma certeza:
– a velha certeza socrática da nossa irreparável ignorância. De cada vez sabemos mais – que não sabemos nada.
Eça de Queiroz, escritor e diplomata português.

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